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Memória
» Avaliação em Foco - Ferramentas em Foco
09/11/2011

Por Fernanda Ottati

A capacidade de registrar, manter e evocar fatos e experiências pode ser utilizada como a definição mais básica de memória. A memória refere-se à persistência do aprendizado de forma que permita a retenção e a recuperação de informações referentes às experiências vivenciadas. Para que uma nova informação seja armazenada, há três estágios de procedimento, sendo o primeiro a codificação (processamento de uma nova informação), segundo o armazenamento (criação de um registro permanente no encéfalo) e por último a evocação (uso dos dados armazenados para a execução de tarefas).

Há também algumas definições de diferentes formas de memória, sendo que as mais conhecidas são memória de curto e longo prazo e memória de trabalho. O entendimento do funcionamento dos mecanismos e as estruturas cerebrais envolvidas nos processos de memória têm sido estudados por diversas áreas, que não somente a psicologia. Além disso, ressalta-se que a avaliação dos processos de memória é fundamental na área da saúde para realização de diagnósticos diferenciais e planejamento de reabilitações; na área organizacional, como uma possibilidade de avaliação nos processos de recrutamento e seleção, por exemplo.

Especificamente um tipo de memória, a visual, tem sido estudado em diversos contextos no âmbito internacional, analisando a capacidade de realizar associações entre estímulos e a memorização destes. A seguir serão apresentadas algumas breves informações sobre um instrumento que tem como proposta a avaliação deste tipo de memória.

Teste de Memória Visual de Rostos (MVR)

A memória visual é uma das possibilidades de avaliação que possui instrumento específico para tal, como o Teste de Memória Visual de Rostos (MVR), desenvolvido e publicado em 1998 pelo pesquisador espanhol Nicolás Seisdedos. A versão brasileira do instrumento foi adaptada, normatizada e padronizada pelos psicólogos Irene Almeida de Sá Leme, Milena de Oliveira Rossetti, Silvia Verônica Pacanaro e Ivan Sant’Ana Rabelo.

A descrição do extenso trabalho de pesquisa realizado no Brasil está bem apresentada no manual e, segundo os autores, o instrumento pode ser uma importante ferramenta paras as áreas de neuropsicologia, educacional, organizacional, trânsito, porte de armas, entre outras, quando houver a necessidade de avaliar a capacidade de o indivíduo recordar detalhes após eventos distratores. O instrumento pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, em pessoas com idades entre 18 e 80 anos, com no mínimo ensino fundamental. A aplicação deve ser realizada em duas partes, na primeira apresenta-se ao participante uma ficha de memorização com 12 fotos de homens e mulheres, bem como os seus nomes, sobrenomes, profissões e cidades de origem e é dado o tempo de 4 minutos para memorização. Após esse período, é indicado que seja dada outra atividade ao participante com tempo máximo de 10 minutos, que é chamada de distratora, que pode ser a aplicação de algum outro instrumento. Passado esse tempo, a aplicação do MVR continua. Nesse momento é apresentado o caderno de aplicação com 18 questões sobre as fotos e informações memorizadas, para serem respondidas em, no máximo, 6 minutos. A rápida e fácil aplicação é um ponto de destaque do instrumento.

Os estudos para verificação das qualidades psicométricas do instrumento são relatados, como por exemplo, evidência de validade relativa ao desenvolvimento (relação entre memória e idade), evidência de validade com outras variáveis (relação com outros instrumentos, Teste Psictórico de Memória – TEPIC-M e Escala Wechsler de Inteligência para Adultos – WAIS-III) e evidência de validade por grupo critério (dependentes químicos e pessoas com Síndrome de Down). No que se refere à precisão, foi verificada a consistência interna do instrumento e realizado teste-reteste.

O instrumento apresenta tabelas normativas para população geral divididas a partir de faixas etárias, sexo e escolaridade e, também, há uma tabela específica para policiais militares. As informações trazidas no manual são uma importante fonte de consulta para os profissionais que utilizarem o teste.

Referência:
Leme, I. F. A. S.; Rossetti, M. O.; Pacanaro, S. V. & Rabelo, I. S. (2011). Teste de Memória Visual de Rostos – MVR. Manual técnico. São Paulo: Casa do Psicólogo.

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