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Evidências Psicométricas do Questionário Desiderativo em Adultos

19/08/2020

A busca de qualidade e do uso adequado de testes são aspectos centrais na elaboração ou revisão de instrumentos psicológicos, inclusive em testes que utilizam métodos projetivos. Estes, em geral, são utilizados para a avaliação do dinamismo da personalidade, bem como de recursos internos de adaptação à realidade e ao modo de vivenciar e lidar com demandas psíquicas pouco acessíveis à consciência. Dentre os testes projetos, há o Questionário Desiderativo o qual, atualmente, está com parecer desfavorável para fins profissionais no SATEPSI, mas autorizado para fins de pesquisa. O objetivo do estudo é apresentar indicadores de precisão e o padrão de respostas de mulheres sem transtornos mentais, que estavam em uma união conjugal com filhos.

 

Highlights

  • A amostra foi composta por 60 mulheres com idade média de 39,4 anos e a maioria possuía curso superior completo.
  • Utilizou-se o Questionário de Autorrelato da Organização Mundial da Saúde (SRQ-20), Bateria Fatorial de Personalidade e o Método de Rorschach, além do Questionário Desiderativo.
  • O Questionário Desiderativo é um teste projeto verbal em que o avaliando realiza escolhas individuais, ou catexes. O instrumento avalia características de personalidade, defesas, conflitos básicos, força do Ego, aspectos afetivos, relações objetais, entre outras informações relevantes na avaliação psicodiagnóstica.
  • Houve concordância entre os avaliadores das respostas dadas pelas mulheres. Além disso, as mulheres não foram identificadas com sinais de transtornos mentais, o que era esperado à medida que um dos critérios de inclusão era justamente a ausência de tais sinais.
  • Os resultados indicam precisão adequada. Contudo, é necessário um treinamento do profissional psicólogo acerca dos fundamentos teóricos subjacentes à utilização do instrumento.

 

Referência:

Guimarães-Eboli, N. M., & Pasian, S. R. (2020). Evidências Psicométricas do Questionário Desiderativo em Adultos. Revista Avaliação Psicológica, 19(16), 179–188. https://doi.org/http://dx.doi.org/10.15689/ap.2020.1902.08

Acessar em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-04712020000200009

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